“Desenleou-se das palavras, abdicou da fútil tentativa de se descrever, os caracteres inventados não chegando para verter no papel todo aquele pélago de emoções incontidas e vertiginosos pensamentos, as palavras parecendo cada vez mais exíguas, incapazes de encerrar as infinitudes deflagrantes de uma indómita e impetuosa mente. Ténues, a princípio, as ondas partiam do seu encéfalo, perturbando o falacioso isolamento de outros egos, insinuando-se disfarçadamente por entre sinapses, as dendrites reagindo, os axónios parecendo envergonhar-se perante a intrusão inesperada mas irresolutamente admitida. Viam-lhe, sentiam-lhe o âmago, sorviam-lhe a intrincada nitidez da essência, a transparência do seu ser entregando-se à intelecção, a clareza das suas ideias transformando o entendimento de quem intuía a sua presença. Tornou-se parte de um todo crescente, a consciência de quem era disseminando-se, harmoniosa, pelos raciocínios inventados de quem a acolhia. Aos outros eram abertas passagens para os lugares onde estava, imagens pintando cores, sons sendo escutados, os conhecimentos difundindo-se num fluxo inesgotável…”
V.A.D. em Telestesia
Vídeo: Porcelain (Moby) (http://www.youtube.com/watch?v=D1Fcaro25Ek)
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