“Alimento-me de ilusões, vivo dominado por desejos. Amiudadamente, crio ao meu redor um Universo de ficção, convencendo-me da minha bondade, quando aquilo que quero não passa de uma manifestação egoísta de amor-próprio, a vontade de olhar o próprio umbigo sobrepondo-se à regularidade ponderada de uma existência serenamente inquieta. Nessas alturas, um louco insinua-se no interior do meu crânio, ainda que por breves instantes, conspurcando, fazendo do meu espírito um lugar sebento, a imundície da sua actividade desvairada deixando na atmosfera o odor pútrido do destempero, os corredores repugnantes da perversidade, desselados momentaneamente, pejando-se de fantasmas e tesouros amaldiçoados, sanguessugas e vermes de vorazes e acres apetites. Grutas sulfurosas e labirínticos subterrâneos servem-lhes de morada, negrumes escuros, escorrendo pelas paredes da mente adoecida, são rasgados pela vermelhidão atroz do sangue infecto, a infinita complexidade e horror da condição humana sendo-me revelada pela natureza reptiliana do subconsciente. E depois, imobilizando-me, esforço-me por expulsar aquele agoniante fedor dos meus pulmões…”
V.A.D. em Fedor
Imagem: Obnóxio (http://www.spirit-of metal.com/les%20goupes/A/Attitude%20Adjustment/The%20Good,%20The%20Bad,%20The%20Obnoxious/The%20Good,%20The%20Bad,%20The%20Obnoxious.jpg)
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