Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

Viagem (VIII)

Epílogo

“Não, não vou relatar tudo o que presenciei naquela manhã de horrores, enquanto a terra se parecia abater sob os pés dos infelizes e o mar absurdamente galgava paredões, varrendo tudo e todos, à força de vagas desmesuradas. Tampouco mencionarei os gritos expirantes dos que soçobraram às infernais lavaredas, dizimadoras da esperança dos que ficaram. Repudio a própria lembrança de um cenário assim, dilacerante pela noção de que o pretensioso ser humano, apesar de tudo o que já conseguiu alcançar, continua a ser totalmente impotente perante a energia destrutiva de uma Natureza que é, tantas vezes, cruel.

Desde esse dia, tenho percorrido inúmeros trilhos desse obscuro e tumultuoso passado que pertence a todos, efectuando registos videográficos que, a seu tempo, serão divulgados. Ah…! Parece que encontraram a câmara de filmar que perdi durante a batalha de Aljubarrota, mas estou em crer que não a poderei reclamar, pelo menos por agora!”

V.A.D. em Viagem.

Imagem: Primeira Página (que maravilha é o Photoshop!)


publicado por V.A.D. às 03:19
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14 comentários:
De dhyana a 15 de Novembro de 2007 às 18:00
... Parece que encontraram a câmara de filmar que perdi durante a batalha de Aljubarrota...

Fartei-me de rir a imaginar aquela gente a encontrar uma geringonça dessas (pensariam assim de certeza ;). Oh padeira! oh padeira! os espanhóis têm armas novas, ah!ah!ah!

Adorei o conto e ainda bem que não "incluiste" os horrores do terramoto, ainda terias que escrever umas quantas partes.
Beijos.


De V.A.D. a 16 de Novembro de 2007 às 01:34
Estou-te grato, amiga, pelas tuas gentis palavras e pela tua presença assídua aqui neste meu espaço.
Confesso-te que estive tentado a fazer uma descrição do que imagino ter sido aquele cataclismo mas, como bem referes, iria fazer prolongar em demasia algo que se quer curto. Até ontem, não sabia como devia acabar a estória ou, inclusivamente, se a deveria dar como concluída à sétima parte. Creio que a escolha que fiz não foi má. O desfecho deixa em aberto a possibilidade de, um dia mais tarde, retornar ao tema e, simultaneamente, representa um final que creio ser coerente.
Desejo-te uma noite agradabilíssima!

Um beijo... :-)


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