Epílogo
“Não, não vou relatar tudo o que presenciei naquela manhã de horrores, enquanto a terra se parecia abater sob os pés dos infelizes e o mar absurdamente galgava paredões, varrendo tudo e todos, à força de vagas desmesuradas. Tampouco mencionarei os gritos expirantes dos que soçobraram às infernais lavaredas, dizimadoras da esperança dos que ficaram. Repudio a própria lembrança de um cenário assim, dilacerante pela noção de que o pretensioso ser humano, apesar de tudo o que já conseguiu alcançar, continua a ser totalmente impotente perante a energia destrutiva de uma Natureza que é, tantas vezes, cruel.
Desde esse dia, tenho percorrido inúmeros trilhos desse obscuro e tumultuoso passado que pertence a todos, efectuando registos videográficos que, a seu tempo, serão divulgados. Ah…! Parece que encontraram a câmara de filmar que perdi durante a batalha de Aljubarrota, mas estou em crer que não a poderei reclamar, pelo menos por agora!”
V.A.D. em Viagem.
Imagem: Primeira Página (que maravilha é o Photoshop!)
De
dhyana a 15 de Novembro de 2007 às 18:00
... Parece que encontraram a câmara de filmar que perdi durante a batalha de Aljubarrota...
Fartei-me de rir a imaginar aquela gente a encontrar uma geringonça dessas (pensariam assim de certeza ;). Oh padeira! oh padeira! os espanhóis têm armas novas, ah!ah!ah!
Adorei o conto e ainda bem que não "incluiste" os horrores do terramoto, ainda terias que escrever umas quantas partes.
Beijos.
De
V.A.D. a 16 de Novembro de 2007 às 01:34
Estou-te grato, amiga, pelas tuas gentis palavras e pela tua presença assídua aqui neste meu espaço.
Confesso-te que estive tentado a fazer uma descrição do que imagino ter sido aquele cataclismo mas, como bem referes, iria fazer prolongar em demasia algo que se quer curto. Até ontem, não sabia como devia acabar a estória ou, inclusivamente, se a deveria dar como concluída à sétima parte. Creio que a escolha que fiz não foi má. O desfecho deixa em aberto a possibilidade de, um dia mais tarde, retornar ao tema e, simultaneamente, representa um final que creio ser coerente.
Desejo-te uma noite agradabilíssima!
Um beijo... :-)
De
Fisga a 15 de Novembro de 2007 às 19:40
PARABÉNS- PARABÉNS- PARABÉNS. EU POR VARIADÍSSIMAS RAZÕES GOSTAVA DE AINDA CÀ ANDAR MAIS ALGUNS ANITOS, E UMA
DELAS ERA, PARA PODER OBSERVAR ATÉ ONDE
CONSEGUE CHEGAR A FERTILIDADE DA MEMÓRIA DESTE AUTOR, QUE É MODESTO AO PONTO DE DIZER QUE NÃO TEM BOCABULÁRIO PARA POR UM LIVRO NO MERCADO. NÃO SE TRATA AQUI DE
MODÉSTIA DESMEDIDA? FICA À CONSIDERAÇÃO DE QUEM DE DIREITO. O FISGA
De
V.A.D. a 16 de Novembro de 2007 às 01:42
Obrigado, amigo. Sendo um viajante no tempo, posso afirmar-lhe, com conhecimento de causa, que ainda por cá andará por mais uns anos, ehehehehe !
A sério: claro que não conheço o futuro, mas é meu desejo que a sua presença se continue a fazer sentir pos muito tempo.
Abordemos agora, uma vez mais, a questão do livro: tenho consciência de que os escaparates das livrarias estão atulhados de lixo sob a forma de folhas escritas e não quero contribuir para o aumento, "anti-ecológico-mental" , dessa praga!
Votos de uma excelente noite!
Um abraço.
De
Emanuela a 15 de Novembro de 2007 às 21:17
Muito legal, muito bem criado este final! Adorei!
Beijinhos.
De
V.A.D. a 16 de Novembro de 2007 às 01:44
Obrigado, amiga. Sabes que valorizo muitíssimo a tua opinião e a tua presença assídua neste meu espaço; saber que o conto conseguiu agradar, representa uma enorme alegria para mim.
Desejo-te uma excelente noite!
Um beijo... :-)
De
JoãoSousa a 15 de Novembro de 2007 às 21:23
eu ate fico sem palavras! as tuas descrições elevam-se a qualquer comentário que possa aqui deixar!
De
V.A.D. a 16 de Novembro de 2007 às 01:48
Obrigado, amigo, pelas palavras e pela presença aqui, neste lugar onde exponho as minhas pobres criações. Espero que saibas que considero de inestimável valor, as tuas opiniões, pois é de incentivos que também é feita a preservação de um espaço assim.
Votos de uma óptima noite!
Um abraço.
De
dhyana a 16 de Novembro de 2007 às 18:23
A propósito do prémio da Emanuela, vim ao teu blog para ver se tinha ou ñ aceite o teu prémio (melhores momentos virtuais do dia 14.10.07) e se te tinha dito qq coisa. Vi, (ñ posso ouvir, estou a trabalhar :-) que a música nesse texto é o "movim.1" Vangelis; Mythodea). Fiquei contente pq tb tenho o cd. Para além da escrita, temos mais alguma coisa em comum: Um disco extraordinário.
Bom fim-de-semana
ps: e beijos.
pps: e o vinho tb ;)
De
V.A.D. a 17 de Novembro de 2007 às 02:31
Haverão, certamente, muitas outras coisas em comum... :-) Há de facto música fabulosa, que arrepia, só de escutar...
Agradeço e retribuo, os teus votos de um excelente fim-de-semana!
Um beijo... :-)
Agr apanhaste-me... desta nao estava à espera. mm nd. :) n vais é poder ficar rico. pelo menos para já. lol. bj
De
V.A.D. a 17 de Novembro de 2007 às 02:36
Espero que o final, além de inesperado, tenha sido do teu agrado.
Quanto a riquezas, asseguro-te que não são os bens materiais que me movem, embora reconheça a sua importância... :-)
Desejo-te um magnífico fim-de-semana!
Um beijo e um enorme sorriso... :-)
nem eu estava a dizer q era... tu entendeste o q eu quis dizer, suponho. bj e b fds
De
V.A.D. a 17 de Novembro de 2007 às 21:58
Oh...! Claro que entendi! Quis, no entanto, dar-te a conhecer parte da minha lista de prioridades: a riqueza material é um artigo que está aí pelo meio da tabela... :-)
Bom fim-de-semana!
Um beijo... :-)
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