“Os febris dias que se seguiram desvaneceram-se à frente dos meus olhos, fumo mágico elevando-se do caldeirão das investigações para onde me havia deliberadamente lançado. Alienei-me do mundo, enquanto procurava freneticamente um substrato teórico para o caldo peganhento que a realidade me tinha atirado à cara. Durante meses a fio, fui um eremita de mim mesmo, dedicado por inteiro a uma ascese filosófico-tecnológica que tinha por único fim o entendimento desse continuum não espacial a que se chama Tempo. Aparentemente, a irreversível sucessão de eventos flúi, como as águas de um rio, num único sentido. Mas, e se esse córrego se encurvar abruptamente, torcendo-se num cotovelo fechado, e passar a transcorrer numa linha quase paralelamente tangencial? Não poderá um homem, munido de artefactos de escavação, ser capaz de construir um túnel que o leve de um ponto a um outro, pretérito, sem que tenha de percorrer o trajecto às arrecuas? E, dispondo de ferramentas e materiais adequados, não será esse mesmo indivíduo hábil o bastante para edificar uma ponte que o leve ao futuro...?”
V.A.D. em Viagem.
Imagem: Diagrama VAD-Tempo
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