“Durante dois ou três minutos, subjugado por uma quase total imobilidade do corpo, perdi-me num dédalo de pensamentos vertiginosamente contraditórios, demandando respostas para questões que nunca haviam sido formuladas. Fechei os olhos e respirei fundo, procurando desacelerar a mente e evitar a cefaleia cegante que se parecia querer formar. Voltei a abri-los quando um estrondear sucessivo se fez ouvir, as ampolas de vidro estilhaçando-se numa miríade de pequenos pedaços, deixando na semi-obscuridade aquele local, onde um acontecimento incomum teimava em provocar a razão. A máquina queixava-se, num assobio cada vez mais agudo e um raio de sol, passando através da pequena janela virada a oeste, tocou o rosto desassossegado do meu outro eu, destacando-o fortemente contra as sombras. Vi-o contorcer-se em pulsantes esgares convulsivos, síncronos com uma desusada translucidez que o parecia desmaterializar e corporizar consecutivamente, num padrão cada vez mais impetuoso, até nada mais restar que um vulto gasoso e sem contornos definidos. E por fim, numa bestial e silente detonação de energia, senti que todas as células do meu corpo se perfizeram, quando voltei a ser apenas eu…”
V.A.D. em Viagem.
Imagem: Lâmpada Explodindo (original em http://www1.istockphoto.com/file_thumbview_approve/2299301/2/istockphoto_2299301_exploding_bulb.jpg)
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