Hoje há no mundo mais de seis mil milhões de seres humanos de reacções imprevisíveis, cada um deles controlado por três instâncias psíquicas, que segundo Freud serão o id, o ego e o superego, ou, numa visão mais moderna, o cérebro reptiliano, o sistema límbico e o córtex cerebral. Existe também uma infinidade de motivações sociais, económicas, políticas e religiosas. Para se poderem fazer previsões exactas sobre a humanidade, seria necessário lidar com milhões de milhões de variáveis, algo que é virtualmente impossível. Além disso, existe um outro problema. Consideremos gotas de água caindo sobre uma pedra. Enquanto a acção da água sobre a rocha pode ser modelada de maneira a que se consigam fazer previsões sobre os resultados dessa actividade, cada ser humano possui uma consciência mais ou menos desenvolvida e, o que é mais, em plena actualização. Na natureza, um estímulo igual tende sempre a provocar um efeito igual, e é essa regularidade que permite a elaboração das leis das ciências exactas. Mas o mesmo estímulo sócio-psíquico, num indivíduo, não desencadeia sempre a mesma sensação, porque o homem reage não directamente ao estímulo, mas sim à consciência que tem desse estímulo, o que leva a que a mesma pessoa possa ter atitudes diferentes, em tempos diversos, perante situações idênticas.
Imagem: Homem-Universo-Sociedade (www.spaceandmotion.com/Images/cosmology/human-universe-society-cosmos.jpg)
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