Vivemos simultaneamente em dois universos. O nosso mundo tem duas partes, como uma maçã cortada ao meio; a linha de corte passa exactamente pelo centro do nosso corpo. O cérebro, responsável pela gestão dos dois semimundos em que vivemos, é também separado em dois hemisférios, o direito e o esquerdo. Cada um deles controla exactamente metade do nosso corpo e monitoriza metade do ambiente que nos circunda. Consideremos duas células, uma em cada lado da linha mediana do nosso corpo. Embora possam estar a apenas dois centésimos de milímetro uma da outra, as mensagens que enviam e que recebem do encéfalo viajam por caminhos inteiramente diferentes. Seria razoável esperar que a informação sensorial e motora respeitante ao lado direito do corpo fosse tratada pelo lado direito do cérebro. Mas, na natureza, nem sempre a explicação mais óbvia é a correcta. Por alguma misteriosa razão, cada metade do corpo está ligada à metade oposta do cérebro. Contudo, apesar desta separação, cada um dos vários milhões de neurónios de um dos hemisférios consegue, de alguma forma, retransmitir os dados para o outro lado, de maneira a que as decisões sejam tomadas em conjunto. O nosso sistema nervoso reintegra os dois mundos naquilo que nós sentimos como um todo coerente.
Imagem: Maçã
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