Toda a fúria é insana e não há fúria limpa; é uma coisa suja, nascida nas partes mais profundas e arcaicas do nosso ser, feita de rugidos surdos a raspar a garganta, e de raciocínios toldados pela incoerência das emoções reptilianas, vindas de uma época em que os corpos chafurdavam na lama imunda dos pântanos devonianos. A fúria rasga a mente com a explosão cegante da adrenalina, e a invencibilidade, ilusória, encontra apoio na pontual resistência à dor e na insensatamente descomunal força física. Os impulsos mais básicos assumem o controle; a autoconsciência desvanece-se e importa somente a destruição do objecto que acendeu o rastilho deste estado de loucura violenta, desta doença repentina, que consome e atormenta. Pode ser que assim o mundo, subitamente incompreensível e injusto, se desfaça numa miríade de pedaços...!
Mas, no centro do mecanismo humano, vive também a racionalidade. Há que respirar pausadamente. Há que pensar, há que serenar…
Imagem: Fúria (www.phirebrush.com/issues/38/artwork/mysnapz%20-%20rage.jpg)
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