A noite caiu. O fogo abre um mágico círculo no meio da escuridão que me cerca. Esforço-me por me manter alerta, mas o véu da sonolência descai sobre mim como uma sombra, diluindo os contornos da realidade. O cansaço afoga-me num poço de dormência; as forças abandonam-me e em breve a minha mente deixar-se-à levar pela silenciosa corrente de um rio negro e viscoso, até ao lugar inane do esquecimento.
O meu corpo repousa, vazio de sentidos, e cessam os movimentos voluntários. As partes mais profundas do meu cérebro vigiam as funções vitais e assumem o comando, enquanto vagueio à deriva num mar de pensamentos cada vez mais incertos e desconexos. Procuro agarrar-me às mioclonias, mas são tão esquivas...! Sonhos absurdos, que rapidamente se desvanecem, mostram-me pedaços quebrados do meu dia.
Escuridão total. A imensidão da eternidade condensa-se num átomo de tempo e do nada surgem novamente os sonhos, mais vívidos e claros, porém impregnados de um surrealismo estranhamente monocromático.
De novo a cerração... Podem passar evos ou segundos; estou desligado do mundo enquanto o meu corpo se restabelece.
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