Sábado, 20 de Janeiro de 2007

Origem - parte 2

A história da humanidade,  é curta em termos evolutivos, mas não a dos seus antecessores. Foram necessárias centenas de milhões de anos de evolução para que a nossa espécie, Homo Sapiens, alcançasse o seu apogeu, através da aquisição de uma diversidade de caracteres biológicos que vieram a permitir o desenvolvimento da sua capacidade intelectual. O incremento da inteligência veio a resultar numa grande plasticidade adaptativa, permitindo ao homem colonizar quase todos os habitats terrestres.

Dizer-se que o homem descende do macaco é adoptar uma visão simplista, pouco esclarecida, e desenquadrada da realidade. Macacos e homens têm sim um antepassado comum. Há milhões de anos, uma bifurcação na saga da evolução separou as espécies. Talvez barreiras geográficas tenham forçado diferentes grupos populacionais a evoluir de formas diversas, e de um dos caminhos evolutivos resultou a linhagem dos hominídeos (Família dos Homimidae), à qual pertencemos nós e todos os nossos antecessores. Quais teriam sido os primeiros traços realmente humanos, ou proto-humanos, desses nossos parentes distantes? Nas últimas décadas chegou-se a uma certeza notável, a de que uma das primeiras características do hominídeo foi a marcha bípede. É aceite que já há cerca de 4 milhões de anos, um dos nossos ancestrais, o Australopithecus Afarensis, andava erecto, e a libertação da mão das funções locomotoras trouxe consigo, de forma clara, o desenvolvimento do cérebro, tanto em tamanho, como em complexidade.

Imagem: Australopiteco Afarense (www.exn.ca/news/images/exn2003/07/09/exn20030709-afarensis.jpg)

música: Can't take my eyes off you (Andy Williams)

publicado por V.A.D. às 22:23
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Luz

"Quando ligo o meu rádio, compreendo que todos os sons do mundo estão no meu quarto."

George Bernard Shaw

Quando dizemos que estamos a ver, isto significa que os nossos olhos estão a receber ondas de luz emitidas ou reflectidas pelos objectos que se encontram à nossa volta. Não vemos senão aquilo que chega aos nossos olhos por intermédio dessas ondas, que têm de ter um comprimento correcto para produzir as cores do arco-íris ou combinações dessas cores. À nossa volta há muitas ondas electromagnéticas de que nós não temos consciência, simplesmente porque não estão dentro do chamado espectro visível. Apenas reconhecemos que as ondas de rádio estão na sala connosco quando ligamos o rádio, ou vemos televisão, e  só nos apercebemos da existência de raios X quando tiramos uma radiografia. Já ouvimos falar em  infravermelhos, ultravioletas e  microondas. De facto, todas estas designações se referem a ondas de natureza similar, partes do vasto espectro electromagnético, com comprimentos diferentes. Por volta de 1920, os físicos chegaram à conclusão que a radiação electromagnética em geral, e a luz em particular, podia ser considerada quer em termos de ondas, quer de partículas, mas que nenhum dos modelos pos si só explicava os dados das experiências. A luz comporta-se como um grupo de partículas quando se propaga, mas interage com a matéria como se se tratasse de ondas. Em "Os Princípios da Mecânica Quântica", obra publicada em 1930,  o físico e matemático inglês Paul Dirac resolveu este problema de dualidade, combinando ondas e partículas numa descrição sem contradições nem paradoxos. Uma simples transformação matemática é tudo o que é necessário para reescrever as equações do movimento como equações de onda.

Imagem: Luz  (www.sunbeamtech.com/PRODUCTS/images/meteor_light_r_550.jpg)


publicado por V.A.D. às 02:18
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

Origem - parte 1

Em 1860, pouco depois de Darwin haver publicado A Origem das Espécies, consta que a esposa do bispo de Worchester, Inglaterra, teria dito, absolutamente chocada: "Vamos esperar que isso não seja verdade, mas se for, rezemos para que não chegue aos ouvidos do povo". Hoje, não ficamos chocados com o facto de os nossos ancestrais não passarem de animais parecidos com macacos. Mas continuamos intrigados sobre de onde viemos, como chegámos até aqui e qual é o nosso verdadeiro parentesco com o resto do mundo animal. Os mais de 140 anos que passaram desde o aparecimento das teorias de Darwin só fizeram reforçá-las. Fora os que acreditam que a nossa origem se deve a um milagre divino (evento que, por definição, não pode ser provado), poucos são os que duvidam que a nossa árvore genealógica pode remontar a cerca de quatro milhões de anos atrás, quando andavam pela Terra umas criaturinhas que, adultas, eram do tamanho de uma criança de 5 anos, e com um volume cerebral igual ao de um macaco. Até hoje, todos nós contemos muitos, se não a maioria, dos genes que formaram esses seres ainda não humanos.

Imagem: Evolução (www.scienceclarified.com/images/uesc_06_img0297.jpg)

música: Things Have Changed (Bob Dylan)

publicado por V.A.D. às 01:29
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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

Respirar

"Porquê a relva é verde, ou o nosso sangue vermelho, são mistérios além do nosso alcance. Nesta forma primitiva, pobre alma, que será de ti?"

John Donne, poeta inglês do século XVII

À época de Donne era impossível ter uma ideia da engenhosa organização de átomos que está associada à cor do sangue e às outras características dos organismos. Há um caranguejo cujo sangue é azul e não vermelho, porque carrega no seu aparelho circulatório uma grande quantidade de cobre, que quando combinado com o oxigénio se torna azul. No corpo humano, o oxigénio absorvido pelos pulmões liga-se a um átomo de ferro, em vez do cobre, e é daí que vem o vermelho vivo do sangue arterial. A função principal dessas combinações é garantir o fornecimento de oxigénio a todas as células do corpo, com regularidade e na quantidade certa para suprir as necessidades energéticas. A hemoglobina é a molécula da classe das proteínas que se encarrega deste trabalho. Surgida há cerca de 650 milhões de anos, e não é um simples amontoado de átomos, mas um verdadeiro "pulmão" molecular, que acompanhou a evolução desde os primórdios. Está associada a duas invenções fundamentais do organismo: a do aparelho respiratório, nos seres mais primitivos, e a do pulmão, cujo mérito cabe aos peixes que posteriormente se tornariam anfíbios. É uma molécula gigantesca, com 10000 átomos, dos quais o mais simples é o hidrogénio, e o mais complexo o ferro. Nos animais muito simples que vivem na água, o oxigénio chega às células directamente, dispersando-se por entre os tecidos. É um processo muito lento, de baixíssima eficiência, que a homoglobina melhora em cerca de setenta vezes. À medida que a complexidade dos animais foi aumentando, uma grande quantidade de células, organizadas compactamente no interior do organismo, passou a exigir uma maior eficácia no fornecimento do comburente necessário às mitocôndrias. O sistema circulatório foi evoluindo e os peixes, com as guelras, começaram a especializar grupos de células cuja única tarefa era colectar o oxigénio com eficiência. O processo culminou com a invenção do pulmão, que com as suas ramificações internas, em grande quantidade, o transformam numa verdadeira esponja, cuja superfície de captação, no homem, tem uma área 25 vezes maior que toda a superfície externa do corpo.

Imagem: Hemoglobina (http://orbita.starmedia.com/edufre/hemoglobina.jpg)

música: Living Proof (Cat Power)

publicado por V.A.D. às 01:30
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007

O Cérebro

A memória e a sua sede, o cérebro, sempre foram uma fonte de enigmas e perplexidades e desde a mais remota antiguidade, sempre fascinaram os filósofos, poetas e cientistas. Há 2400 anos, o grego Hipócrates, pai da medicina, identificou o encéfalo como centro dos pensamentos. Na mesma época, Platão comparou a memória a um bloco de cera em que ficavam gravadas as lembranças. Shakespeare (1564-1616) chamou o cérebro de "frágil morada da alma". No século XVIII, o orgão era comparado às rodas e engrenagens de uma máquina; mais tarde, a um emaranhado circuito eléctrico. Hoje, e mantendo a anologia com as novidades tecnológicas do momento, tende-se a ver o cérebro como um computador electroquímico. A parte mais substancial do conhecimento que hoje se tem sobre este assunto tem vindo a ser adquirida nas últimas três décadas, com a aplicação da tecnologia que permite analisar e medir o funcionamento da mente em pleno funcionamento. de todos os orgãos do corpo, o cérebro é, de longe, o mais complexo. Contém milhares de milhões de células nervosas, os neurónios, e cada um deles é capaz de comunicar-se com milhares de outros, formando uma rede frente à qual o mais sofisticado microprocessador não passa de um engenho rudimentar. Os neurónios são células dotadas basicamente de um corpo e diversos prolongamentos: um longo, chamado axónio, e várias ramificações curtas, as dendrites. O axónio, também ramificado na extremidade, termina em pequenos bulbos denominados terminais nervosos. A comunicação entre os neurónios faz-se através das sinapses, minúsculos espaços entre os terminais nervosos do do neurónio que emite a mensagem, e dendrites do neurónio que a recebe. Impulsos eléctricos no primeiro levam-no a libertar na fenda sináptica moléculas de neurotransmissores, substâncias químicas que carregam a mensagem para o segundo neurónio. Este, ao receber tais moléculas, sofre um desiquilíbrio eléctrico e também dispara moléculas de neurotransmissores para o neurónio seguinte. Deste modo, a mensagem viaja de célula para célula até ao seu destino: da periferia do corpo para o cérebro, ou vice-versa. Mas o trabalho dos neurónios não pode ser entendido como se eles fossem meras estações retransmissoras de sinais químicos. O cérebro também contém substâncias capazes de alterar, ou modular, os efeitos dos neurotransmissores. Essas substâncias, os neuromoduladores, interferem na libertação de neurotransmissores, por parte da célula emissora, ou na resposta da célula receptora. Este é o processo electroquímico básico que faz o cérebro funcionar. A mente é uma rede de neurónios, na qual são criados e viajam conceitos, ideias, imagens, sons, memórias, e onde chegam as informações vindas do mundo exterior, para serem processadas e analisadas, apreciadas ou repudiadas.

Imagem: Cérebro (http://community.corest.com/images/cerebro.gif)

música: Nights in White Satin (The Moody Blues)

publicado por V.A.D. às 01:03
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Domingo, 14 de Janeiro de 2007

Arthur C. Clarke

Os livros são uma das minhas paixões, a ficção científica é o meu género favorito, e há uns dias, num alfarrabista, descobri "As areias de Marte", a primeira novela de ficção científica escrita por este génio visionário. A odisseia pessoal de Arthur C. Clarke começou numa pequena vila inglesa, no dia em que lhe deram um cartão com um desenho de uma ave pré-histórica. A partir desse momento a sua mente iniciou a jornada através do espaço e do tempo. Ele construiu um telescópio com cartolina e lentes simples e foi então ajudar a fundar a Sociedade Interplanetária Britânica. As suas primeiras histórias de ficção científica, escritas no seu tempo livre, foram publicadas em 1937, impressas em mimeógrafo manual. Deficiências de visão impediram Clarke de receber treino para piloto durante a Segunda Guerra Mundial, mas ele pôde trabalhar no pioneiro projecto de radar da Real Força Aérea. Durante esse período, publicou um artigo na Wireless World em que descrevia a sua concepção do satélite de comunicações geoestacionário, uma ideia que teve que esperar duas décadas para se materializar. No King's College de Londres obteve, em 1948, o bacharelato em matemática e física, com honras de primeiro aluno. Viria a ser pouco depois que veria publicada a sua principal obra de não-ficção, Vôo Interplanetário, e o livro que deu origem a este post. Quando o Sputnik I foi posto em órbita em 1957, Clarke subitamente começou a parecer um autêntico visionário. Algumas das suas previsões mais interessantes estão à beira da concretização, como o fim dos automóveis movidos a gasolina, a substituição de alguns produtos agrícolas por proteínas produzidas artificialmente, ou ainda a colonização de outros planetas.Outras são já uma realidade: a pílula anticoncepcional, a ida do Homem à Lua, a transmissão de TV via satélite, centros de comunicações transcontinentais na maioria dos escritórios (videoconferência) e a existência de espaçonaves tripuladas fazendo viagens regulares. The Sentinel, um conto curto escrito em 1948, serviu de ponto de partida para uma das maiores obras de ficção científica de sempre, 2001 - Odisseia no Espaço, colocada em 1968 no grande ecrã pelo genial realizador Stanley Kubrick. Em 1982, Clarke continuou o épico com uma sequela que viria também a dar origem a um filme: 2010 - A Odisseia Continua.

Termino este post citando Clarke: "Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia".

Imagem: Arthur C. Clarke (www.health.uottawa.ca/biomech/csb/laws/clarke.jpg)


publicado por V.A.D. às 21:46
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Sábado, 13 de Janeiro de 2007

Não sabemos que não sabemos

O homem não é, nem nunca será o deus diante do qual outro homem se deve ajoelhar. Ninguém , portanto, é omnisciente. Cada descoberta científica baseia-se numa ignorância consciente, num saber que não sabemos nada de absolutamente certo. Se Platão é o sábio que sabia distinguir entre o bem e o mal, já Sócrates afirmava que sabia que nada sabia, revelando por isso a conciência dos limites do conhecimento. O problema da ignorância não é, no âmbito científico, menos importante e  fascinante que no campo filosófico. O que distingue um cientista de um não-cientista é o facto de que o primeiro confessa imediatamente a própria ignorância. Na verdade, só à base dela é que surge o seu desejo de conhecer. Se soubesse tudo não se questionaria nem daria início a nenhuma pesquisa. Nenhum caminho pode ser conhecido com antecedência. A pesquisa científica é uma uma viagem, uma experiência em que se percorre um caminho que ainda não havia sido desbravado, e o cientista, ao encetar a tarefa, reconhece o seu desconhecimento, manifestando em simultâneo a vontade de aprender. O não-cientista crê e afirma, sem provas, que o caminho existe e até opina sobre o trajecto... Mas como alguém disse, crer não é saber...

Pensemos no cientista como um especialista do desconhecido, um homem que assume a afirmação de Nietzsche "é do caos que nascem as estrelas".

Imagem: Pensador (www.bioteams.com/collaborative_t.jpg)

Fontes: Che cosa è la conoscenza de Heinz von Foerster, Sci-Am Brasil, L'elaborazione del mito de H. Blumenberg

música: The Scientist (Cold Play)

publicado por V.A.D. às 23:14
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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

Serenidade

"Mas quando um homem, são de corpo e moderado, se entrega ao sono depois de ter despertado o elemento racional da sua alma e tê-lo alimentado de belos pensamentos e nobres especulações, meditando sobre si mesmo; quando evitou tanto reduzir à fome como saciar o elemento concupiscível, a fim de que se mantenha em repouso e não cause perturbações, pelas suas alegrias ou tristezas, ao princípio melhor, mas o deixe, só consigo mesmo e liberto, examinar e esforçar-se por apreender o que ignora do passado, do presente e do futuro; quando este homem amansou igualmente o elemento irascível e não adormece com o coração agitado de cólera contra alguém; quando acalmou estes dois elementos da alma e estimulou o terceiro, em que reside a sabedoria, e finalmente repousa, então, como sabes, toma contacto com a verdade, melhor do que nunca, e as visões dos seus sonhos não são de modo nenhum desregradas."

Excerto de A República de Platão

Imagem: Platão (www.cdcc.sc.usp.br/ciencia/artigos/art_26/proporcaoimagem/platao.jpg)

música: Vangelis - Mythodea - Movement 1

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Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2007

Deuses, Profetas e Neurologia

Haverá alguma explicação satisfatória que possa ser entendida, pelo menos parcialmente, para a origem das religiões? Conheceremos, por acaso, um mecanismo que consiga converter diferentes géneros de percepções ou de memórias em deuses? Se considerarmos o conhecimento adquirido nas últimas décadas sobre a estrutura cerebral, verificamos que diferentes partes do cérebro controlam aspectos diferentes do comportamento humano. Nos esquizofrénicos e em alguns epilépticos existe uma distinta falta de coordenação entre os dois hemisférios cerebrais, podendo o lado esquerdo ser uma fonte de mensagens que, depois de processadas de forma inadvertidamente  pelo lado direito, são interpretadas como vozes de outras pessoas, ou tomam a forma de alucinações visuais. Examinando a literatura religiosa e épica dos Antigos, verifica-se uma semelhança notável entre o processo de criação mitológica e religiosa dos nossos antepassados, e o processo de alucinação auditiva e visual que caracteriza a esquizofrenia. Em A Ilíada, por exemplo, o famoso poema épico de Homero sobre a guerra de Troia, os heróis nunca tomam uma decisão por si próprios, nem nunca ponderam um problema. A resposta é sempre considerada como vinda directamente de um deus. No auge da batalha, Aquiles é interrompido pela deusa da guerra Atena, que lhe diz para atacar um determinado inimigo. As vozes ouvidas pelos profetas, os escritos ditados por deus, as musas que inspiram os poetas, as ordens emitidas por falecidos... Devemos considerar a hipótese de tudo isto ser um produto de mentes alteradas por distúrbios neurológicos...

Imagem: Atena (www.nicoli-sculptures.com/im/atena.jpg)

Fonte: Enigmas Eternos

música: Where is my mind (Pixies)

publicado por V.A.D. às 02:02
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007

Fantasmas e Neurologia

Ver fantasmas por encomenda é possível! Uma jovem mulher de 22 anos, sem antecedentes psiquiátricos, fez a experiência. No quadro de um tratamento de epilépsia, pesquisadores da Escola Politécnica de Lausanne implantaram eléctrodos no seu cérebro, de forma a estimular a junção temporo-parietal. A paciente "sentiu" então a presença de uma pessoa atrás dela, que a atacava.  Esta zona cerebral está implicada na percepção da individualidade e na distinção entre o "si mesmo" e os outros. Uma vez hiperactivada, as suas "engrenagens" perturbam-se. Torna-se sem dúvida mais fácil compreender os esquizofrénicos, que têm frequentemente a sensação de ver fantasmas."

Tradução de artigo da Science & Vie Nº 1072, página 21

Imagem: Saberme Fantasma ( www.educared.org.ar/tamtam/jmages/saberme-fantasma.jpg )

Quantos fenómenos percepcionados, e tidos como sobrenaturais, não se poderão dever a distúrbios neurológicos pontuais?

música: Tubular Bells - Mike Oldfield

publicado por V.A.D. às 01:15
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