Em 2004, na ilha de Flores, Indonésia, paleontólogos indonésios e australianos descobriram, na gruta de Liang Bua, restos fossilizados de um indivíduo de uma espécie até agora desconhecida. Com uma altura de cerca de 1 metro e um volume cerebral de aproximadamente 380 cm³, três vezes menor que o de um homem moderno (Homo Sapiens), este humano gerou enorme polémica. Os cépticos atribuiram as suas características físicas a uma patologia denominada microcefalia, enquanto outros consideraram que o achado representava uma nova espécie, a que atribuiram o nome de Homo Floresiensis. Contudo, em 2005, a mesma equipa de paleontólogos exumou os restos mortais de outros sete indivíduos, que apresentavam os mesmos traços físicos: baixa estatura, cérebro e membros pequenos; as dúvidas dissiparam-se. A datação dos ossos revelou-se também surpreendente, tendo alguns 90000 anos, e outros 12000. Até há bem pouco tempo pensava-se que após a extinção do Homem de Neandertal, há cerca de 27000 anos, só a nossa espécie povoava o planeta. Ninguém supunha que uma outra humanidade pudesse ter coexistido connosco num passado tão recente.
Imagem: Homo Floresiensis
Fonte: Science & Vie
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