“A insónia nessoutro lugar primevo era tão profunda que os sonhos a não penetravam, a própria mente refugiando-se no negrume inane da ausência de tudo, tonta da noite interminável, fatigada pela monotonia abstrusa das coisas meticulosamente planificadas, o conhecimento de si próprio resvalando para a abissal passividade de quem está prestes a renunciar às utopias aparentemente inexequíveis… Até que um novo Universo despontou em rutilantes feixes de espontaneidade, a perfeição absoluta da energia transbordante contagiando-o, arrebatando-o para um espaço-tempo diferente, onde se movia agora num fascinante semiêxtase, o corpo alerta e os pensamentos alongando-se em modelos de uma complexidade simples e despida de preconceitos, a sua pele roçando o sopro fragrante e acetinado de cada emoção, progressões geométricas representando o incremento de tudo aquilo que havia definhado na pretérita existência, o inconsciente divagando além das palavras, o consciente regozijando-se com o entendimento finalmente encontrado…”
...representando o incremento de tudo aquilo que havia definhado na pretérita existência, o inconsciente divagando além das palavras, o consciente regozijando-se com o entendimento finalmente encontrado…”
Oi Vad, amigo desnaturado que abandonou todos os amigos ... Mas já explicaste que o teu tempo encurtou. Continuo a ler-te e como sempre teus textos tem sido bonitos, com músicas magníficas para ilustrá-los. Um abraço