Quarta-feira, 9 de Maio de 2007

Rede

“A sociedade em si é uma rede, entrançada e profunda, semelhante ao emaranhado dos ramos de uma floresta, ou às intermináveis ondulações da água que flúi num regato. Somos os fios dessa interminável rede, ligados uns aos outros, entrançados numa malha de relações sociais expandidas em todas as direcções, partilhando ideias, estendendo o conhecimento, interagindo em benefício de todos e de cada um. Havendo igualdade de oportunidades, privilegia-se a diversidade; o valor de cada indivíduo deve ser reconhecido e incentivado. A incompetência é motivo de vergonha; quem a demonstra reconhece de imediato as suas falhas e tenta colmatá-las. Caminha-se para uma meritocracia sem os erros inerentes a um pesado sistema burocrático e centralizador, responsável, num passado não muito distante, pelo colapso económico e social, do qual resultou uma breve mas terrível idade das trevas.”

V.A.D. em Memórias do Futuro  

Imagem: Rede (http://mobblog.plannermob.com.br/wp-content/uploads/2006/08/rede.jpg)

música: Amanhã é Sempre Longe Demais (Rádio Macau)

publicado por V.A.D. às 02:48
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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

A Pressa

A pressa de viver, a pressa de chegar, a pressa de fazer, a pressa de ter... A pressa, uma das características da vida actual, contagia-nos a todos. Não temos tempo nem para apreciar a paisagens da vida que passam por nós; escapam-se-nos os detalhes e se pararmos para pensar vemos que é nos detalhes mais ínfimos que reside a beleza e a maravilha de viver. Queremos tudo agora, ansiamos pela realização imediata, tanto das nossas aspirações legítimas quanto dos nossos sonhos impossíveis. Vivemos apressadamente insatisfeitos. O tempo é um fluxo inexorável e constante, feito de passado, presente e futuro. O presente é um momento que, embora fugaz, pode ser apreciado através das pequenas coisas feitas sem tempo. Não tenhamos ilusões: o futuro, essa terra incognita , esse lugar oculto, vem aí, e quando ele chega o presente torna-se passado, e os actos condensam-se em memórias, efectivas ou ilusórias... "O meu passado é tudo quanto não consegui ser", escreveu Fernando Pessoa, e será mesmo assim, se fizermos do presente um terreno árido, erodido pelos ventos catabáticos da pressa.

música: Slow Motion (Supertramp)

publicado por V.A.D. às 02:36
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