Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Alternância

                  

Sólidos poliédricos tangíveis, ou meros hologramas inventados, cheios de denso mistério e de absoluta certeza, massa descomunal e assombrosa leveza, somos materiais inacabados, mentes inquietas e raciocínios incríveis. Somos seres espantosos, capazes de maravilhosas abstracções, complexos e fabulosos, cheios de sonhos e ilusões. Dos medos libertados, viajamos pelos céus nebulosos, construindo mundos imaginados. Resolvemos questões, quebramos barreiras, cruzamos fronteiras, arranjamos soluções. Fugindo aos limites da natureza, desenhamos imagens magníficas, visões dolorosas e terríficas ou cheias de cor e beleza. Somos emoção desregrada, inteligência e instinto, matemática pura ou bebedeira de absinto, introspecção concentrada. Somos deuses e demónios, sinapses e axónios, fibra e carne ensanguentada. Somos carrascos e juízes, réus, suspeitos e arguidos, umas vezes mortalmente feridos, outras… Imensamente felizes!

Vídeo: In The End (Linkin Park) (www.youtube.com/watch?v=aZp2jAdBu1o)


publicado por V.A.D. às 03:01
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6 comentários:
De Emanuela a 20 de Fevereiro de 2008 às 00:27
Vad, meu amigo, és poeta... É impossível ler o que escreves e não viajar nas tuas palavras. E no caso deste post, a música maravilhosa torna-o ainda mais bonito. Parabéns, meu amigo! Como diz nosso saudoso amigo Fisga, quem sabe um dia não escreves um livro? Pequenos contos e grandes poemas. Pronto, já até tens o nome, he,he. Brincadeiras à parte, pensa sério sobre o assunto. Escreves maravilhosamente.
Um beijinho.


De V.A.D. a 20 de Fevereiro de 2008 às 03:21
Obrigado, amiga. As tuas palavras, sempre cheias de amabilidade, são-me caras e representam um enorme incentivo.
Gostava de ser capaz de me aventurar em algo assim, mas estou consciente de que me faltam as capacidades necessárias para uma tarefa de tão grande envergadura. Fico-me por esta modesta forma de escrever e de publicar... :-)

Desejo-te uma noite plena de momentos agradáveis!

Um beijo e um enormeeeee sorriso... :-)


De **** a 22 de Fevereiro de 2008 às 01:21
"emoção desregrada, inteligência e instinto, matemática pura ou bebedeira de absinto, introspecção concentrada. Somos deuses e demónios, sinapses e axónios, fibra e carne ensanguentada." - este texto tem um ritmo e cadência fantástica. Realmente não me canso de dizer que é fantástica a maneira como escreves, não sabendo bem qual o adjectivo mais adequado para a caracterizar.

O que nós somos? A cima de tudo, somos paradoxais e contraditórios, cunfusos e complicados, e incoerentes e absurdos...
Somos aquilo que de melhor conseguimos vislumbrar e o que de pior podemos encarar, capazes dos maiores actos de caridade e autores das mais nefastas acções... Porque, derradeiramente só a nós nos conhecemos (e mal...), não temos mais termo de comparação...

Beijos,
e uma óptima noite

Sophia

PS - Essa é uma música que oiço com alguma frequência... a letra faz-me pensar...
"I tried so hard / And got so far /But in the end / It doesn't even matter"


De V.A.D. a 23 de Fevereiro de 2008 às 02:19
Amiga, perante a gentileza das tuas palavras, só consigo exprimir contentamento, por saber que a minha escrita consegue ser objecto de tão grande elogio... :-)

Somos cheios de complexidades, seres paradoxais capazes de mostrar o melhor e o pior da natureza humana... Subscrevo-te: só a nós nos conhecemos, e mal, mas enquanto formos capazes de nos questionar, não cessaremos de amadurecer... :-)

O tema é lindíssimo, sobretudo pelo alcance da letra. Aparentemente, o esforço produz resultados que, no final, podem representar pouco mais que nada... No entanto, estou infinitamente convicto de que vale a pena!

Um beijo e um enormeeeeeee sorriso... :-)


De mnike30 a 24 de Fevereiro de 2008 às 22:49
Somos seres que se ultrapassam a si mesmo, mesmo sem que disso entendam qualquer mutação... e exigem sempre mais mais como se o mais fosse pouco...
Somos assim, mas também podemos sentir-nos imensamente felizes!
:)

Beijinhos


De V.A.D. a 24 de Fevereiro de 2008 às 23:08
Somos multiplicidade, as nossas muitas facetas aceitando a unicidade de cada um de nós, num aparente paradoxo.
Existe em cada um de nós aquilo a que chamo de "serena inquietude", a vontade de ir mais além representando a verdadeira natureza humana, da qual se pode extrair uma infindável felicidade... :-)

Um beijo e um enormeeeeeeee sorriso... :-)


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