Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Ainda Sobre O conceito De Tempo...

O tempo parece muitas vezes ser uma entidade flexível, variando segundo os padrões estabelecidos pelo estado de espírito de cada um, fazendo parecer subjectiva a velocidade a que ele se escoa. No entanto, essa noção é desmentida pelo síncrono passar dos segundos, das horas, dos dias, uma infindável sucessão de instantes numa cadência cuja perfeição é diminuída por condições específicas, a rapidez a que o observador se desloca encolhendo o espaço, o tempo sendo esticado num demorar de difícil intelecção. O tempo não é imutável e, contudo, vemo-nos incapazes de o moldar à forma do nosso desejo, as intrincadas leis da relatividade estorvando a nossa determinação. Queria ter a habilidade de o controlar, a macieza dos tempos sem tempo sendo prolongada pela eternidade afora…

música: Time (Pink Floyd)

publicado por V.A.D. às 02:56
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15 comentários:
De Pérola a 17 de Janeiro de 2008 às 20:09
Sim, amigo, tens razão. O tempo sempre foi algo que o homem sonhou controlar. Apesar de ele passar, não parar, e de não termos controlo sobre isso, temos controlo sim, sobre o tempo da nossa vida, porque somos nós que escolhemos o que fazemos com ele.

Um grande beijinho.


De V.A.D. a 18 de Janeiro de 2008 às 00:01
Subscrevo, amiga. O tempo não pára nem espera por nós; obriga-nos a geri-lo cuidadosamente, a perda de tempo representando um dos maiores temores da sociedade actual. Mas, deixo-te uma pergunta: a noção de que controlamos o tempo da nossa vida não será uma mera ilusão...? :-)
Desejo-te uma noite plena de momentos agradáveis!

Um beijo... :-)


De Pérola a 18 de Janeiro de 2008 às 23:59
Sím, é um pouco ilusório. No fundo, controlamos apenas a forma como o passamos, mas não podemos manipulá-lo nem contrariá-lo no seu percurso.

Um grande beijinho e votos de um fim-de-semana cheio de sol! :) E com muito tempo!


De V.A.D. a 19 de Janeiro de 2008 às 03:20
Eu diria que tentamos controlar a forma como passamos o tempo, coisa que nem sempre está, infelizmente, ao nosso alcance... :-)
Mas, enfim... Com mais ou menos tempo disponível, temos de encarar a vida com um sorriso... :-)
Desejo-te uma óptima noite e um excelente fim-de-semana!

Um beijo... :-)


De JoãoSousa a 17 de Janeiro de 2008 às 21:25
Em elogio te digo que por vezes para ler-te preciso da wikipedia ligada! E de todas essas vezes me afundo nos maiores misterios (neste caso do tempo) durante horas a fio, sem chegar a lado nenhum! acho espantoso a tua capacidade(acho que ja te tinha dito e se sim, peço desculpas)!


De V.A.D. a 18 de Janeiro de 2008 às 00:10
Amigo, não tens que pedir desculpa por nada, até porque os elogios são sempre agradáveis para quem os recebe... :-)
Como deve ser bem patente, tudo o que diga respeito a questões da física exerce sobre mim um fascínio indescritível. A origem, a forma como flui, a aparente constância dinâmica e a flexibilidade demonstrada sob diferentes perspectivas, fazem do tempo um tema que nunca se esgota...
Agradecendo as tuas palavras, sempre amáveis, desejo-te uma excelente noite.

Um abraço.


De ______ a 17 de Janeiro de 2008 às 21:55
Olá V.A.D. agradeço-te o prémio antes de mais. Quanto ao tempo é como já disse num texto recente voa em bom tempo, espreguiça-se no mau tempo, i.e., o tempo não existe além da mera organização a que o limitaram e a percepção de que temos dele depende da entrega de nós ao que estamos a viver e fazer... hum... n sei se me expressei bem.

Um beijo de boa noite para ti :)


De V.A.D. a 18 de Janeiro de 2008 às 00:17
Olá, Ki :-) Ora, não precisavas de agradecer o singelo prémio, na medida em que to ofereci por achar que o teu espaço merece todas as distinções que eu lhe possa, humildemente, fazer... :-)
Expressaste-te magnificamente. A subjectividade das nossas percepções, enquanto seres humanos, faz do tempo uma entidade aparentemente inconstante, mas que deve ser fruída da melhor maneira possível. Sintetizando, há um tempo para tudo, e tudo pode ter um tempo... :-)

Retribuo o beijo e acrescento um enorme sorriso... :-)


De KI a 17 de Janeiro de 2008 às 22:12
Comentário Standard:

- Desafio porque me apetece -

Escolher uma das suas canções preferidas e falar sobre ela seja em poesia ou prosa ou mesmo numa breve apreciação do que essa música lhe transmite, pois até pode ser do século passado porque há que prantar a letra no post.

Como eu até nem costumo lançar desafios, nem sou apologista de… porque cortam a liberdade ao autor do blog, impondo-lhe uma ideia, já sabe pode sempre não estar nem aí e marimbar-se, literalmente, para isto que com certeza o céu não lhe vai cair na cabeça… já algum objecto…nunca se sabe!! Ah pois… e também não ganha nenhum prémio… azarito!

Cumps.


De V.A.D. a 18 de Janeiro de 2008 às 01:11
Ki, não sendo de virar a cara a nenhum desafio, agradeço este que propões e refiro que o aceito sem a mais pequena hesitação... Até à publicação do resultado, irei usar capacete ;-)

Beijos sem "galos"... :-)


De Emanuela a 18 de Janeiro de 2008 às 00:11
O maior problema do tempo, é quando percebemos que o nosso melhor tempo já se foi, e não soubemos aproveitar aquele tempo...he,he. Ficou meio confuso,né?
Beijos!


De V.A.D. a 18 de Janeiro de 2008 às 01:18
Não, amiga, o teu comentário não tem nada de confuso. Temos tendência a olhar o passado e julgar que podíamos ter aproveitado melhor o tempo. Contudo, e não podendo alterar o que já nos está vedado, devemos olhar o presente como o tempo ideal para um melhor aproveitamento do tempo... :-)
Desejo-te uma noite plena de um tempo feliz!

Um beijo... :-)


De **** a 18 de Janeiro de 2008 às 01:12
Durante toda a leitura tive aqui o relógio de bolso pousado na estante ao lado a marcar o seu cadenciado tic-tac.

O conceito de tempo atrai-me muito. Não só todo o significado que tem o seu passar como as maneiras incrivelmente que arranjamos para o quantificar.
Segundo a teoria da relatividade, realmente o tempo é relativo sofrendo alterações em função do observador. Erroneamente é considerado "imutável" porque não é mutável ao nosso bel-prazer... pena que não o seja, seriamos mais felizes... ou talvez não, somos "eternos insatisfeitos" e a eternidade ao nosso dispor só serviria para tornar mais literal a expressão.
Mesmo assim é uma hipótese gira.

Quanto ao texto na sua brevidade é fascinante, tão hipnotizante como som que insiste em fazer-se ouvir aqui à distância duma mão... tic-tac

Beijos
e boa noite duma leitora que desejava que ainda não o fosse,

Sophia


De V.A.D. a 18 de Janeiro de 2008 às 01:42
Não é por acaso que um segundo é uma batida cardíaca, o mecânico tic-tac do relógio sincronizando-se com o compasso biológico do corpo...

O conceito de tempo também sempre exerceu sobre mim um enorme fascínio e cada vez mais tendo a vê-lo como uma dimensão imaginária, imaginada ou concretamente real, ao longo da qual nos deslocamos num único sentido, cada minúsculo grânulo de tempo assentando sobre o que lhe é precedente, a seta apontando numa única direcção...

Fascinou-me a forma como brincaste com as palavras. A eternidade ao nosso dispor seria, de facto, a garantia absoluta de que seríamos eternamente insatisfeitos... :-)

A extraordinária hipótese de manipular o tempo, de viajar nele, cortando caminho ou regressando a um passado que está fora do alcance, tem sido objecto das minhas mais frequentes divagações, algumas das quais até foram colocadas por escrito. Um dos temas que mais me seduz na literatura de sci-fi é, precisamente, o dessas viagens... :-)

Amiga, permite-me que formule o desejo de que a tua noite seja plena de um tempo muito, muito agradável!

Um beijo... :-)


De Marlene a 1 de Novembro de 2009 às 03:27
Lembro que em criança, sentia uma certa angústia quando as aulas pareciam intermináveis e nunca mais chegava a hora de chegar a casa! Na adolescência, tinha pressa de viver, de saber, de experienciar e ao mesmo tempo sentia que tinha ainda muito tempo para fazer tudo! Hoje sinto o tempo a voar tão literalmente que chega a ser vertiginoso! Apetece-me agarrá-lo e diminuir a velocidade de todos os relógios do universo e quem sabe até mandá-los todos para a terra do Peter Pan, onde eles são tão silenciosos!


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