Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2006

Emoções

"A palavra emoção traz em geral à mente uma das seis emoções ditas primárias ou universais: alegria, tristeza, medo, cólera, surpresa ou aversão, (...) mas é importante notar que existem muitos outros comportamentos aos quais tem sido atribuído o rótulo «emoção». Nestes incluem-se as chamadas emoções secundárias ou sociais, tais como a vergonha, o ciume,  a culpa ou o orgulho; e as que denomino emoções de fundo, tais como o bem-estar ou o mal-estar, a calma ou a tensão. O rótulo emoção também tem sido aplicado a impulsos e motivações e a estados de dor e prazer. (...) As emoções são conjuntos complicados de respostas químicas e neurais que formam um padrão; todas as emoções desempenham um papel regulador que conduz, de uma forma ou de outra, à criação de circunstâncias vantajosas para o organismo que manifesta o fenómeno.(...) As emoções são processos biológicamente determinados, dependentes de dispositivos cerebrais estabelecidos de forma inata e sedimentados por uma longa história evolucionária."

António Damásio em O sentimento de Si (Publicações Europa-América)

Negar as emoções é negar a própria existência. Emocionemo-nos quando assim tem que ser!

Imagem: Hell    www.jshaposka.com/hell.jpg 


publicado por V.A.D. às 01:50
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4 comentários:
De Espiral a 29 de Dezembro de 2006 às 14:03
Muito interessante é quando usamos a linguagem para traduzir essas emoções. Como a linguagem é codificação e descodificação, nem sempre o que dizemos corresponde às emoções que sentimos e nem sempre quem nos ouve ou lê possui o nosso código(que, de resto, é sempre único) e interpreta o que dizemos ou escrevemos da forma que nos parece mais próxima da nossa realidade. Daí que cada um de nós seja, no fundo, uma ilha. Por mais exploradores que nos cheguem, acabamos sempre por permanecer desconhecidos. Funcionamos por aproximações sucessivas a nós próprios e aos outros.


De V.A.D. a 29 de Dezembro de 2006 às 20:32
Concordo em pleno com o que disse. Acrescento ainda que nem sempre usamos o mesmo código; este varia consoante o nosso estado de espírito, o que dificulta ainda mais a comunicação. Somos de facto ilhas, e até costumo dizer, brincando, que "se nem eu próprio conheço aquilo que me vai na mente, como me podem os outros entender?" É claro que 38 anos de aprendizagem de mim próprio têm dado alguns frutos... Vou até tendo a ilusão de me conhecer e esforço-me por acertar no código a usar para compreender os outros...

Aproveito para agradecer o comentário e desejar um excelente 2007.

Cumprimentos


De Espiral a 30 de Dezembro de 2006 às 02:02
Não há que agradecer. Deixo também os meus votos de que o ano de 2007 lhe traga o que deseja.


De Espiral a 30 de Dezembro de 2006 às 02:52
Não há que agradecer. Desejo que o ano de 2007 traga tudo o que deseja.
Já agora, não sei se a mensagem é repetida, pois falhou a rede no momento em que enviava os meus desejos de Bom Ano. Se for, os votos ficam reforçados, lol.


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