Domingo, 10 de Dezembro de 2006

O Universo e a Vida

Charles Darwin escreveu: "Como todas as formas vivas de vida são descendentes lineares daquelas que viveram antes da época cambriana, podemos estar seguros de que a sucessão por geração jamais foi interrompida... Assim, podemos olhar com alguma confiança para um futuro seguro de grande duração". Mas o Sol irá, numa certa época, esgotar o seu combustível, e a vida, como a conhecemos na Terra, deixará de ser possível. Os nossos descendentes, espalhados pelo Universo, saberão encontrar novos lares, da mesma forma que os nossos ascendentes souberam colonizar quase todos os recantos do nosso planeta. A morte e o mal, a aflição e a dor provavelmente subsistirão, mas esperamos que em algum lugar os nossos descendentes sobrevivam. Ou talvez não. As observações cosmológicas sugerem que o Universo continuará a expandir-se para sempre. À primeira vista, a expansão eterna não é motivo para péssimismo; o que poderia impedir uma civilização muito desenvolvida de explorar os infindáveis recursos para sobreviver eternamente? Até agora, a vida floresceu graças à energia e à informação. Argumentos científicos sugerem que somente uma quantidade finita de energia e de informação pode ser acumulada num periodo de tempo, ainda que infinito. Conclui-se que, nessas condições, nenhuma forma significativa de consciencia poderia existir para sempre. A vida, tal como a conhecemos, depende das estrelas. Mas as estrelas morrem inevitavelmente e a sua taxa de nascimento declinou dramaticamente desde o Big Bang, e um dia, inevitávelmente, a ultima estrela apagar-se-à. Mesmo antes de isso suceder, conforme o Cosmos aumenta em tamanho, diminui a densidade média das fontes de energia. Com a duplicação do raio do Universo, a densidade média dos átomos diminui oito vezes. Para as ondas de luz, a diminuição é ainda mais acentuada: a densidade da sua energia cai 16 vezes, pois a expansão faz aumentar o comprimento de onda, consumindo a sua energia. Poderá uma civilização reunir em tempo útil recursos cada vez mais dispersos...? A eternidade para o Homem talvez nunca tenha podido existir.

Fonte: Scientific American


publicado por V.A.D. às 02:42
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1 comentário:
De mindofilia a 13 de Dezembro de 2006 às 17:14
Talvez possa , talvez não, não te esqueças do feynman, abraça a dúvida...essa questão nunca estará respondida, apenas combatida, enfrentada...apenas a luta ou adaptação ás circunstancias poderá ser eterna...mas nunca poderemos descansar...estar em paz...porque o universo está em movimento.o nosso objectivo não deverá ser encontrar valores fixos, mas sim encontrar o ritmo desse movimento.


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