Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

A Guerra dos Mundos

“O colosso decapitado cambaleou como um gigante embriagado, mas não caiu. Recuperou o seu equilíbrio como que por milagre e, sem escolher o caminho, ergueu o engenho que provocava os raios da morte e avançou rapidamente sobre Shepperton. A inteligência viva que estava dentro do capuz do marciano dispersou-se aos quatro ventos e a Coisa passou a ser agora apenas um intrincado conjunto de metal a girar enquanto se consumava a sua destruição. Seguiu em frente e em linha recta, incapaz de se orientar. Acabou por ir bater na torre da igreja, deitando-a abaixo como se se tivesse verificado o impacto de um aríete. Continuou a caminhar até que foi cair no rio, com uma energia tremenda…”

Excerto de A Guerra dos Mundos, de H.G.Wells, autor que dispensa quaisquer apresentações. Publicada em 1898, esta foi a primeira obra de ficção científica a explorar as possibilidades da existência de vida inteligente noutros planetas. No entanto, é mais do que um relato de extraterrestres a invadirem a Terra, pois nela são retratadas as reacções dos indivíduos perante as catástrofes e a inesgotável capacidade que o Homem tem de se reerguer do caos.

Imagem: A Guerra dos Mundos (http://difference.weblog.glam.ac.uk/images/wotw.jpg)

música: They (Jem)

publicado por V.A.D. às 00:58
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11 comentários:
De Emanuela a 2 de Julho de 2007 às 02:50
Realmente H.G.Wells foi um escritor fantástico. Um gênio do seu tempo e por que não dizer: do nosso. Este livro em particular ainda inspira hoje, obras para o cinema. Sempre atual.
Tema, como sempre, muito instrutivo. Um beijo!


De V.A.D. a 3 de Julho de 2007 às 01:24
Há uma espécie de imortalidade latente em algumas obras literárias. H.G. Wells foi um pioneiro e conseguiu maravilhar gerações pela sua genialidade.
É e será um dos meus autores favoritos.

Um grande beijo... :-)


De dhyana a 2 de Julho de 2007 às 18:09
Acho que a última adaptação para o cinema, da Guerra dos Mundos foi a do Steven Spielberg. Não gostei muito. Das obras do escritor, adaptadas para o cinema, gostei mais da "O Homem Invisível". É daqueles filmes que revejo sempre que posso e continuo a gostar.
Beijos....


De V.A.D. a 3 de Julho de 2007 às 01:31
As adaptações para cinema de certos clássicos da literatura revelam um grande distanciamento em relação à obra original. No caso que referiste isso é por demais evidente, e embora não possa dizer que tenha detestado o filme, esperava algo de diferente.
Continuo a preferir os livros... :-)

Um beijo...


De dhyana a 3 de Julho de 2007 às 15:41
Também prefiro os livros...
Ah! Adorei o teu comentário, não podia deixar de "dizer".
Beijos...


De V.A.D. a 4 de Julho de 2007 às 02:16
Não há nada que se compare ao desfolhar de um livro; não há nada que substitua o ritmo, muito próprio, da leitura. Embora goste de (algum) cinema, "perco-me" com as obras escritas.
O comentário... Tu merece-lo!

Beijos...


De Oscar Luiz a 4 de Julho de 2007 às 19:48
Olá, meu amigo.
No início do meu blog, cheguei a postar um trecho deste clássico de H.G. Wells para ilustrar a importância de nos preocuparmos com a fragilidade da introdução de espécies exóticas aos ambientes.
Acho que foi muito feliz em postá-lo também.
Um abraço!


De V.A.D. a 4 de Julho de 2007 às 23:00
Olá, amigo Óscar. Não tendo tido ainda a oportunidade de ler o seu artigo, fica aqui a promessa de que o farei assim que possa.
Subscrevo aquilo que refere em relação à introdução de espécies estranhas em ecossistemas frágeis. Existem inúmeras provas de que esse descuido por parte do ser humano tem levado à extinção de muitas espécies autóctones, em diversos locais. Temos de preservar a biodiversidade, sob pena de empobrecermos ainda mais um planeta que está já sob uma grande pressão.
Agradecendo-lhe as palavras sempre amáveis, deixo-lhe um abraço!



De Sonia a 4 de Julho de 2007 às 19:59
Não li o livro mas gostei do filme
Bjs


De V.A.D. a 4 de Julho de 2007 às 23:01
Se tiveres oportunidade, lê o livro... Perceberás por que motivo achei o filme menos rico que a obra escrita.

Beijos...


De ET a 28 de Julho de 2008 às 19:00
kijolela medujila!!


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