Sábado, 30 de Junho de 2007

Estátuas

Há oito mil anos, os povos agricultores que habitavam a actual Jordânia, no Médio Oriente, não conheciam ainda a arte da cerâmica. Mas tinham ideias complexas e eram hábeis. Sabiam tecer um pano rudimentar e com ele amarravam talos e folhas de plantas para servirem de base a grandes estátuas de gesso. Com quase um metro de altura, essas figuras resistiram aos milénios e são notáveis exemplos de representação simbólica, criadas por uma das primeiras comunidade sedentárias da história da humanidade. Pensa-se que elas estavam associadas a uma forma simples de fé, um culto primitivo baseado nos mistérios da morte. É importante compreender os muitos rituais ligados à ideia da vida após a vida, da fertilidade e das relações entre o homem e a terra, tão disseminados entre os povos dessa fase da evolução cultural humana, para podermos entender o percurso social da nossa espécie.

Imagem: Estátuas do Neolítico - Jordânia (www.whitman.edu/anthropology/images/rollefson/Statues%2085-a.jpg)

música: The Air That I Breathe (The Hollies)

publicado por V.A.D. às 02:09
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

7 Maravilhas da Blogoesfera

O blog “O Sentido das Coisas” teve a ideia de criar uma votação para nomear as “7 Maravilhas da  Blogoesfera”. Aqui deixo o regulamento para quem desejar participar nesta iniciativa.

 

1- Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogs activos há mais de um mês.

2- Cada blogger deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um (1)voto.

3- Cada blogger só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog ( da forma que melhor lhe aprouver), enviando-as posteriormente para o seguinte endereço electrónico : 7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com . No e-mail, para além da escolha, deverão indicar o link para o post onde efectuaram as nomeações. A data limite da publicação e envio das votações é dia 01/07/2007.

4- De forma a reduzir alguns constrangimentos (e desplantes), e evitar algumas (des)cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:

- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s)ou no(s) blog(s) em que participa(m).

No dia 07.07.2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.

As minhas escolhas são...

 

Emanuela

 

Unknown Poets

 

Ainda Sem Nome

 

Reinvenção

 

Dhyana

 

Feelings

 

Sibila

 

… Porque gosto de ler inteligência e sensibilidade; pode ser que isso me enriqueça…

 

Não posso deixar de agradecer a quem deu o seu voto a este meu espaço, pois sinto-me honrado pelo interesse que demonstram por ele.

 

 

 


publicado por V.A.D. às 02:12
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Efeito EPR

Há comportamentos estranhos no mundo do infinitamente pequeno. Por exemplo: assim como se fossem antigos amantes que não se conseguem esquecer um do outro, duas partículas subatómicas que interagiram um dia podem responder instantaneamente aos movimentos uma da outra, milhares de anos mais tarde, mesmo estando a anos-luz de distância. Isto ocorre contra a teoria da relatividade, uma vez que esta não permite a existência de interacções físicas ou a transmissão de informações a velocidades superiores à da luz. Este fenómeno extraordinário é chamado efeito EPR, sigla formada com as iniciais de Einstein e dos seus colaboradores Boris Podolski e Nathan Rosen, os primeiros a abordá-lo, em 1935. A interpretação mais comum da teoria quântica leva a crer na impossibilidade de jamais se compreender o efeito EPR. Contudo, Einstein defendeu até à sua morte que esta posição colocava a ciência entre duas alternativas completamente inaceitáveis: ou a realidade objectiva não passa de uma ilusão, ou a medição de uma partícula EPR viola a lei da causalidade, influenciando a outra partícula sem que seja trocada informação. Serão os tijolos da matéria assim, assustadoramente parecidos com a substância que compõe os sonhos, ou será a mecânica quântica uma teoria imperfeita?

Imagem: Entrelaçamento Quântico (www.scienceagogo.com/news/img/electron.jpg)

música: Simple Things (Zero Seven)

publicado por V.A.D. às 02:26
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Confusão (III)

É importante frisar que o Efeito de Estufa é um processo natural, que mantém a temperatura média do planeta dentro de parâmetros que permitem a vida tal como a conhecemos. Se não existisse, não haveria água em estado líquido à superfície. Contudo, desde a Revolução Industrial, o Homem tem provocado um aumento drástico da quantidade de gases de efeito de estufa na atmosfera, através da queima de combustíveis fósseis. O problema é tão grave que se supõe que, a esta taxa de crescimento, a temperatura média do planeta possa vir a ser seis graus mais elevada no final do século XXI. Assinado em 1997 no Japão, o protocolo de Kyoto é um compromisso de redução das emissões destes gases, assumido por trinta e cinco países industrializados e pela União Europeia. Entrado em vigor em Fevereiro de 2005, representa um esforço concertado no sentido de reverter uma situação potencialmente calamitosa. A sua implementação tem sido difícil, e muitas das nações que o ratificaram admitem actualmente não conseguir atingir as metas previstas.

Imagem: Seca (original não modificado em www.estiva.mg.gov.br/papeis/seca.jpg)

música: Alone In Kyoto (Air)

publicado por V.A.D. às 01:24
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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Identidade

“Sem memória não teríamos identidade; seríamos espectadores adormecidos no cinema da existência…”

V.A.D. em Algures

música: Suntoucher (Groove Armada)

publicado por V.A.D. às 03:17
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Confusão (II)

As notícias soam apocalípticas: submersão de zonas costeiras devido ao aumento do nível médio dos oceanos, graças ao degelo de zonas glaciares, secas drásticas em inúmeros locais, chuvas torrenciais noutros, alteração na frequência e intensidade de fenómenos de temperaturas extremas, extinção de espécies habitantes de ecossistemas frágeis, alteração do ciclo das estações, afectando dramaticamente a agricultura… As consequências do Aquecimento Global parecem ser assustadoras. A causa desta alteração climática parece estar directamente relacionada com o incremento gradual do Efeito de Estufa. Este efeito, assim baptizado no século XIX pelo sueco Svante Arrhenius, consiste no estabelecimento de uma espécie de cobertor térmico ao redor da Terra, impedindo que a radiação solar, reflectida, se dissipe. Gases como o vapor de água, o monóxido de carbono, o metano, alguns carbonetos e o dióxido de carbono, absorvem a energia solar e reemitem-na num comprimento de onda na faixa dos infravermelhos.

Imagem: Efeito de Estufa (http://ptsoft.net/vastro/referencia/estufa/main/main10.gif)

música: Smoke On The Water (Deep Purple)

publicado por V.A.D. às 00:56
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Domingo, 24 de Junho de 2007

De Cor

“O espírito esboça, mas é o coração que modela”

 Auguste Rodin

 

Antigamente, e apesar de Hipócrates, o coração era, popularmente, o centro absoluto das emoções e da memória. Memorizávamos a tabuada e sabíamos recitá-la de cor, isto é, de coração. Nos nossos dias, embora esta e outras expressões ainda sejam usadas, e apesar de sentirmos que o nosso coração bate mais depressa quando nos emocionamos, temos plena consciência de que é o cérebro o centro de controlo das funções fisiológicas, de registo das memórias e lar das emoções. Hoje, termos como neurónio, sinapse e sistema nervoso entraram no nosso léxico e a neurologia, a par com a astrofísica, tem sido a ciência que mais progrediu nos últimos anos. Algum dia, talvez, os cientistas determinem com exactidão o endereço do domicílio de cada uma das milhentas funções do cérebro. Por enquanto, e apesar dos enormes avanços, ainda existem mais enigmas na mente do que supõe a nossa frágil inteligência.

Imagem: Pensador (Rodin) (http://toon.heindl-internet.de/paris/a500/5C240025-paris-penseur-musee-rodin.jpg)

música: Memories (Within Temptation)

publicado por V.A.D. às 02:42
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Sábado, 23 de Junho de 2007

O Tempo, o Espaço e o Cérebro

“Alguma vez se preocuparam com a vossa memória, por dar a impressão de não vos estar a fornecer precisamente a mesma imagem do passado, de um dia para o outro? Alguma vez tiveram receio de que a vossa personalidade estivesse a alterar-se, por causa de forças para além do vosso conhecimento ou do vosso controlo? Alguma vez se sentiram certos de que a morte súbita estava prestes a saltar sobre vós, vinda de nenhures? Alguma vez foram assustados por fantasmas, não do género daqueles que figuram nos livros de histórias, mas sim os biliões de seres que foram, em tempos, tão reais que nos é difícil acreditar que para sempre se conservarão inofensivamente adormecidos? (…) Alguma vez pensaram que o Universo pode não passar de um sonho louco e confuso?”

Excerto de O Tempo, O Espaço e o Cérebro, versão portuguesa de The Big Time, obra máxima de Fritz Leiber e precursora da Nova Vaga da ficção científica. Influenciado pelos escritos de H.P.Lovecraft e de Robert Graves no início da sua carreira como escritor, Leiber foi gradualmente buscando inspiração nos trabalhos de Carl Jung, explorando especialmente os conceitos de Anima e Sombra. Neste livro magnífico, a luta clássica entre duas facções beligerantes é transformada num conflito dentro da mente do próprio Cosmos, travado entre viajantes do tempo.

Imagem: Tempo (www.alexgame.net/images/b_src/star_time_screensaver_b.jpg)

música: Fragile (Sting)

publicado por V.A.D. às 02:43
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

Essência

“Os dias cálidos, claros e soporíferos deslizam por mim como se os amanhãs nunca sonhados se condensassem num átomo de tempo, intangível e inalcançável, sem presença definida, mas simultaneamente pleno de realidade indelével. Os caminhos, já trilhados e sabidos, há muito deixaram de representar o desafio dos primeiros dias. Diz-se que o Homem é um animal de hábitos, mas questiono-me se os hábitos não destroem a verdadeira essência do Homem: a permanente procura de novos horizontes, o desassossego que resulta da quietude, a curiosidade que leva à descoberta, a inventividade, fruto do obstáculo, e todas as componentes sociológicas, amplamente estudadas e discutidas ao longo de sucessivas gerações. Sinto-me desarticulado desta civilização, tão diferente de qualquer que tivesse havido na Terra, asfixiado por uma espécie de apatia contagiante, e ao mesmo tempo incomodado pela aparente perfeição de uma sociedade que se move como um mecanismo de precisão. Os nativos parecem ter evoluído mentalmente num sentido que a nós nos é totalmente estranho…”

V.A.D. em Algures.

Imagem: Essência (www.angelsgateart.org/shows/toland/primal_essence_4.jpg)

música: Rehab (Amy Winehouse)

publicado por V.A.D. às 02:45
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Sexo

Até há cerca de seiscentos milhões de anos, todas as formas de vida existentes no nosso planeta eram constituídas por células sem núcleo, chamadas procarióticas, que se reproduziam assexuadamente, fazendo cópias exactas de si mesmas. No período Cambriano, começaram a surgir as células eucarióticas, possuidoras de um núcleo que funciona como o centro de controlo da célula e onde decorrem o armazenamento e a replicação do ADN. Este novo tipo de células revelou-se capaz de se multiplicar através da reprodução sexuada, que implica a combinação de genes de dois seres separados, cada um deles contribuindo com metade do material genético que o descendente usará na determinação das suas características. Este passo simples, mas decisivo, desencadeou uma explosão evolucionária. As células eucarióticas aumentaram drasticamente a sua variedade e adaptabilidade através do processo de selecção natural, dando origem a uma infinidade de espécies, na qual se inclui o Homem. Paralelamente, nos dois mil milhões de anos da sua existência, as algas procarióticas azuis e verdes, e as bactérias, que ainda se reproduzem assexuadamente, continuam a ser o que sempre foram. Em jeito de brincadeira, daqui se podem concluir duas coisas: o sexo é antigo e, se não tivesse aparecido, seríamos algas ou, na melhor das hipóteses, bactérias…

Imagem: Eucarionte (www.bbc.co.uk/portuguese/especial/images/49_oceano/212235_mar07.jpg)

música: Whenever There Is You (Koop)

publicado por V.A.D. às 02:46
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