Terça-feira, 2 de Abril de 2013

Curvatura

Em termos descritivos, um corpo perto de uma grande massa terá tendência para se mover na sua direcção porque a estrutura tridimensional do espaço-tempo torna-se menos densa na vizinhança de um objecto massivo. A matéria comum produz gravitões numa quantidade que é determinada pela massa do objecto e estes, por sua vez, causam a aparente curvatura do espaço-tempo ao interagir com as entidades quânticas geradoras do tecido multidimensional, alterando a forma como estas o produzem.


publicado por V.A.D. às 01:12
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013

O horizonte de eventos e a circunferência

Dado que pi decresce efectivamente quando nos aproximamos do horizonte de eventos de um buraco negro e que se torna igual a 1 nesse mesmo horizonte, o perímetro de uma circunferência iguala o diâmetro da mesma. Para lá dessa fronteira, tornando-se pi inferior à unidade, a menor distância entre dois pontos é um círculo. Nem a luz consegue escapar.


publicado por V.A.D. às 01:50
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|
Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

Subjectividade

Quão subjectivo é o Tempo que goteja incessantemente na clepsidra da minha existência…?


publicado por V.A.D. às 03:00
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Domingo, 26 de Junho de 2011

O "capacete de deus"

Reprodução em laboratório de experiências transcendentais usando campos magnéticos modulados.

 

Deus... O resultado de um campo magnético, algo que reside apenas nas nossas mentes, ou ambos...?

 


publicado por V.A.D. às 01:12
link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito
|
Domingo, 30 de Janeiro de 2011

Apontamento (II)

Baseamos as nossas percepções nos sentidos físicos que, apesar de imperfeitos e limitados, permitem-nos aceder a um certo grau de realidade. Os nossos olhos são incapazes de experimentar a maravilha caleidoscópica dos ultravioleta e dos infravermelhos, somos insensíveis às ondas de rádio que nos envolvem numa cacofonia muda, a rudeza do nosso tacto impede-nos de sentir a fina textura de cada um dos átomos que compõem a superfície dos objectos em que julgamos tocar, percebemos os efeitos do campo gravítico mas somos incapazes de compreender a verdadeira natureza dos gravitões, confiamos no princípio da causalidade e queremos a todo o custo ignorar a incerteza de Heisenberg… É como se nos limitássemos a viver na superfície de um vasto oceano, os nossos sentidos revelando-se incapazes por si próprios de nos transmitir sequer um vislumbre das profundezas da complexa e intrínseca realidade das coisas…


publicado por V.A.D. às 23:00
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|
Sábado, 27 de Março de 2010

Apontamento

Toda a matéria gera ao seu redor um campo gravítico, uma deformação na estrutura do Espaço, cujo grau de grandeza é proporcional à massa. É comum ver-se a representação pictórica deste conceito em imagens nas quais um objecto esférico, assente sobre uma superfície macia, altera a planura dessa mesma superfície. Contudo, a figuração usual é incompleta, na medida em que o Espaço é um volume tridimensional e não um plano sobre o qual os corpos celestes se deslocam. A deformação ocorre, pois, curvando o Espaço sobre si próprio. Se uma grande quantidade de matéria estiver concentrada numa região suficientemente pequena, o campo gravítico gerado encurvará de tal forma o Espaço em torno do objecto que ele ficará autocontido e isolado do resto do Universo por um horizonte de eventos.

Antes da Grande Explosão, toda a matéria e energia do Universo estavam contidas numa singularidade cósmica, o Ovo Primordial que tudo abrangia, negando peremptoriamente a exterioridade da tessitura espácio-temporal, numa nudez impossível de ser contemplada, na medida em que nem o horizonte de eventos pode existir no “não-espaço”. Destituída de sentido é pois a representação do nascimento do Cosmo como um evento passível de ser observado de um referencial que não o interior. O espaço-tempo – e as sete dimensões adicionais de curvatura a tender para o infinito – sempre existiram dentro do Todo, qualquer que fosse ou seja a sua finita dimensão.

 

Imagem: Singularidade (http://www.proetcontra.com/wp-content/uploads/singularity.jpg)


publicado por V.A.D. às 02:00
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
|
Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Alter Orbe (II)

 

“– A hora é de desassossego; está confirmada a inevitabilidade do êxodo (…)”

 
“Ecos de épocas distantes ressoavam no meu córtex auditivo à medida que as imagens tridimensionais desfilavam mudas em frente aos meus olhos esbugalhados por um assombro tão grande quanto o próprio Universo. Testemunhava os hologramas milenares, relíquias de um glorioso passado alienígena, insondado até então e, contudo, intuído desde sempre. Durante minutos ou horas, já nem sei, as paredes de pedra transformaram-se num horizonte ocre, o tecto numa rarefeita atmosfera de tinta inenarrável, o luzeiro adquirindo a deslumbrante incandescência de uma estrela uma vez e meia mais distante. Vi as paredes alcantiladas do canyon longo de milhares de quilómetros, senti no meu imo a imponência da maior elevação do sistema solar, a minha mente de criança embasbacando-se perante a magnificência desértica dos continentes, o espanto avassalando-me ante a visão de uma cidade esplendorosa e intacta, as tempestades de poeira não havendo ainda exercido a acção erosiva dos séculos posteriores. E a face, aquela face… A mesma face que a imprensa colocaria em destaque poucos dias mais tarde e que iria certamente atrair atenções sobre um planeta agora morto…”
V.A.D. em Alter Orbe

publicado por V.A.D. às 03:00
link do post | comentar | ver comentários (7) | favorito
|
Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Alter Orbe (I)

 

“E o governante supremo dirigiu-se-me, a inquietude que lhe fervilhava nas artérias sendo notavelmente disfarçada pela brandura da voz (…)”
 
“Devo começar por afirmar que não é meu hábito fazer revelações acerca de assuntos tabu. Contudo, faço-o agora na esperança de trazer até vós o fascínio de uma realidade que vos tem sido propositadamente sonegada. Recuo àquela tarde quente de fins de Julho, quando se estabeleceu abruptamente uma sorte de pânico silencioso na casa onde havia nascido oito anos antes. Lembro-me, com uma extraordinária clareza, da preocupação estampada no rosto do meu pai, a tensão convertida em rugas profundas, os cabelos eriçados parecendo ainda mais alvos à fulgurante luz do sol, já para lá do zénite mas ainda pendurado bem alto no azul de um céu que sempre sentira não ser o meu. Recordo-me da gravidade das palavras proferidas pelo meu avô materno, a ansiedade transparecendo no tom da convocatória, e está bem presente na minha memória a prontidão com que foi seguido até à cave centenária, a entrada oculta sobre a pesada carpete da salinha que lhe servia de escritório, o alçapão escondendo um mundo ao qual eu e o meu irmão nunca havíamos acedido e do qual nunca tínhamos tido a mais remota suspeita…”
V.A.D. em Alter Orbe

publicado por V.A.D. às 03:00
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|
Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Marte

 

Sem palavras...

Vídeo: Mars Anomalies (http://www.youtube.com/watch?v=aROqWGZ3gDg&annotation_id=annotation_435923&feature=iv)


publicado por V.A.D. às 03:00
link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito
|
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Regresso

 

“Precisa de lá voltar, quer beber daquela água, nenhuma outra lhe mitiga a sede, um fascínio inigualável atraindo-o como se um extraordinário magnetismo exercesse um absoluto poder sobre a sua vontade. Necessita de regressar àquele lugar maravilhoso, onde o Tempo se escoa estranhamente depressa, mas onde cada instante assume contornos de eternidade. Nesse local, onde cada gesto adquire uma relevância inigualável, onde as utopias se realizam, a vida deixa de lhe parecer complicada, cada olhar alcançando a infinitude de um horizonte sem limites, cada toque convertendo-se num imenso oceano de sensação e sentimento. É um sítio indefinível, sem norte nem coordenadas, figuração de uma plenitude inenarrável, a Ultima Thule de um novo mundo de emoções…”

V.A.D. em Regresso 
 
Vídeo: Viagem Através do Cosmo (Banda Sonora: Echoes – Pink Floyd) (http://www.youtube.com/watch?v=Ac2eVQCqoVQ)

publicado por V.A.D. às 03:00
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
|

.quem eu sou...

.pesquisar

 

.Abril 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30


.posts recentes

. Curvatura

. O horizonte de eventos e ...

. Subjectividade

. O "capacete de deus"

. Apontamento (II)

. Apontamento

. Alter Orbe (II)

. Alter Orbe (I)

. Marte

. Regresso

.arquivos

. Abril 2013

. Fevereiro 2013

. Fevereiro 2012

. Junho 2011

. Janeiro 2011

. Março 2010

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

.tags

. todas as tags

.links

.Blog Nomeado Para:

.contador

blogs SAPO

.subscrever feeds